Saúde

Sobe para 31 o número de casos suspeitos de febre amarela em Mairiporã

Vacina fracionada da febre amarela será aplicada em 52 municípios de SP; veja lista

Subiu para 31 o número de casos suspeitos de febre amarela em Mairiporã, município da Grande São Paulo. Destes, 11 são óbitos, 17 pacientes estão hospitalizados e 3 tiveram alta, informou a Prefeitura de Mairiporã. Os dados são de 13 de dezembro até esta terça-feira (9).

Para o coordenador de controle de doenças do estado de São Paulo, Marcos Boulos, Mairiporã está em estado emergencial. Em reunião nesta segunda-feira (8), requisitada pela Prefeitura de Mairiporã, ficaram definidas medidas de apoio do governo à cidade, como visitas técnicas às unidades hospitalares.

Nsta terça-feira, a secretária municipal de Saúde de Mairiporã, Grazielle Bertolini, irá receber infectologistas do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Instituto de Infectologista Emílio Ribas.

Segundo a prefeitura, a equipe levará “suporte técnico para treinamento de médicos e enfermeiros que estão à frente no atendimento de casos suspeitos de febre amarela na cidade”.

A cidade não tem uma unidade hospitalar com estrutura para receber doentes graves pela doença. Com isso, após a entrada no hospital municipal de Mairiporã, os pacientes em estado agudo estão sendo transferidos.

Segundo a secretária de Saúde de Mairiporã, Grazielle Bertolini, quem tem atendido “de pronto” as transferências é o Hospital Emílio Ribas, mas também há casos com suspeita em outros hospitais. “Estamos também com pacientes no hospital Albano de Franco da Rocha, temos paciente na saúde suplementar no município de Atibaia”, disse ela.
A dose fracionada tem tem 0,1 ml, enquanto que uma dose convencional tem 0,5 ml. Segundo Marcos Boulos, coordenador de controle de doenças da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a vacina permite a imunização por oito anos.

“As 52 cidades vão começar a vacinação simultaneamente”, diz Boulos. “Elas foram selecionadas por estarem em área receptiva, por estarem muito próximas em áreas de mata onde ocorre a circulação do vírus. Nas áreas onde já estamos vacinando porque já circula o vírus continuaremos dando a vacina convencional e todos os outros viajantes para essas áreas receberão a vacina convencional. A vacina fracionada está selecionada para um grupo onde vamos vacinar muita gente em pouco tempo.”

A dose fracionada não será destinada a todos, diz a pasta. Crianças de 9 meses a até 2 anos, pessoas com condições clínicas específicas (como pacientes com HIV/Aids), gestantes e viajantes internacionais vão continuar tomando a dose padrão.

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